Não tenho nenhum talento musical. Tentei tocar violão aos 15 anos, comprei um Tonante vagabundo com cordas de aço e um som terrível. Não consigo lembrar nem de “índios”, a música mais bufa dos luais da galera da escola. Mesmo assim, depois do cinema, considero a música uma das coisas mais importantes da minha vida.
Dia desses eu estava pensando sobre meus antigos namorados e percebi que, inconscientemente, me relacionei com uma sequência de músicos: um pianista, um baterista, um violinista e um baixista (sendo este último, o mais recente, integrante da banda que faz um “solo” maravilhoso neste momento). Tem aquele lance da “síndrome do palco”, de me apaixonar por meninos talentosos e de gostar de admirar (não, nunca fui groupie).
Músicos são seres sensíveis, abençoados e com muito, muito sex appeal. No entando, pra não fugir da regra do coração-leviano, a comunicação nem sempre é muito fácil. Bueno que todo romance, namoro, flerte tem trilha sonora:
*alguns nomes são fictícios, a ordem dos fatos pode não estar muito certa e nem todos são músicos
Tiago Rocha – Primeiro namorado. Não passamos do estágio “namorinho de portão” . Descobrimos o rock praticamente juntos e claro, como toda criança idiota, ouvimos o Kurt:
Raniê – Paixão não correspondida de escola. Eu lembro que chorava quando ouvia essa música. So terrible mas foi assim que eu descobri o Skaaaaaaa.
Janberk – O turco, o mais desgraçado e o mais musical de todos. Fica difícil escolher uma música só. Gostaria que fosse um canto fúnebre mas o infeliz continua vivo. Ele amava rock e reggae e eu ficava enchendo o saco dele para que ele me mostrasse música tradicional turca
Ok, lá vai:
and
continua…
******************************************************************************************************************************************************Ontem Edou me convidou para ver um filme no Goethe Institut. Assistimos “Vier Minuten”, um filme de 2006 dirigido por Chirs Kraus que conta a história da relação entre uma rabugenta e misteriosa professora de piano e uma jovem violenta presa por assassinato. O Filme tem momentos interessantes, principalmente as partes musicais no entanto, peca com os excessos de clichê previsíveis em relações entre as personagens estereotipadas. Destaco o atuação de Sven Pippig vivendo o guarda Mütze, o personagem mais sincero do filme. “Vier Minuten” faz parte da mostra Novos Filmes Alemães que acontece até dia 30 de março no Cine-Teatro Goethe-Institut Salvador Bahia : http://www.goethe.de/ins/br/sab/kue/flm/pt5642698v.htm
Eu também gostei do final: